Monday, November 13, 2017

Os jantares do Panteão

O jantar da Web Summit no Panteão Nacional é um erro e, pior do que isso, é uma falta de respeito para a história de Portugal e as suas figuras incontornáveis. Estamos de acordo!

Ainda assim, pior do que o jantar é ver, tal como Pilatos, um primeiro-ministro lavar daqui as mãos e ir a terreiro “twittar” que a utilização era “indigna” e que faltava ao respeito à memória dos símbolos da história nacional.

Como primeiro-ministro, António Costa pode e deve indignar-se. O que não pode é atirar a pedra e esconder a mão quando, em 2013, a Associação de Turismo de Portugal lá organizou um evento quando António Costa era presidente à altura.

Não pode, ainda, atirar responsabilidades ao anterior governo quando o despacho de 2014 é claro ao referir que a direcção geral do Património Cultural “se reserva ao direito de não autorizar o aluguer ou cedência de espaços”.

Pode e deve, isso sim, reconhecer o erro - por uma vez que seja - e recordar que já em 2017 autorizara um evento de uma empresa pública no mesmo espaço.

Wednesday, October 4, 2017

O futuro do PSD

As eleições autárquicas só vieram confirmar o que há muito se percebia. O PSD - e o seu líder, em consequência - está muito fragilizado e incapaz, para já, de lutar de igual para igual com uma esquerda que se solidificou numas eleições que não lhes são predominantemente favoráveis (curiosamente costumam sê-lo ao PCP e não o foram). 

Pedro Passos Coelho fez uma leitura aos resultados e chegou à conclusão de não se recandidatar à liderança do partido. 



Quem se seguirá? Vários nomes se perfilam, mas Rui Rio parece estar na "pole-position" e até já se reuniu com alguns dos senadores laranjas em Azeitão. 

De facto, o PSD tem de fazer mudanças que vão para além das estruturais. É necessário rever estratégias e ideais a seguir. Nos últimos momentos de Passos Coelho, o PSD pareceu perdido, tentando abarcar eleitorado no centro-esquerda e no centro-direita, ora privilegiando o estado social, ora apelando ao empreendedorismo privado. Isso deixou o partido e os portugueses baralhados, e viu-se na recente ida às urnas. 

O neo-liberalismo não funciona, já se viu. Ainda assim há espaço na direita e centro-direita para trilhar um caminho. O PSD tem de ser alternativa à geringonça, nomeadamente ao PS e, como tal, não deverá ter medo de assumir ideais de direita. Optar por menos Estado, mas melhor Estado; retirar carga fiscal às empresas, captando mais investimento directo estrangeiro também a reboque do turismo; simplificar a Justiça para as empresas e particulares; dinamizar a economia com base privada e criar mecanismos para maior endividamento a baixo custo para as empresas, mormente em sectores estratégicos; ter uma posição bem definida em relação à imigração sem resvalar para a xenofobia; fortalecer a actuação do Estado são algumas das medidas que ajudariam - entre outras - a ter o Partido Social Democrata como uma alternativa ao Socialismo de António Costa. 

Um passo de cada vez. O PSD antes de ganhar tem de construir um espaço como alternativa credível à direita, sem medo das repercussões iniciais de tais medidas. 

Mesmo conservador, mais até do que Passos Coelho em algumas matérias, Rui Rio parece ser o homem talhado para este género de PSD, mas veremos quem mais aparecerá nos próximos dias. 

Friday, August 18, 2017

Estou contigo, minha querida Barcelona


A primeira vez que a visitei foi em 2005 - regressaria em 2011 - e logo me apaixonei,  como aqueles amores à primeira vista. 

Vi em Barcelona um upgrade de Lisboa. Tem tudo o que de bom a capital portuguesa tem, mas em maior número, e mais ainda. Das várias cidades que visitei foi a única onde imediatamente sussurrei: "viveria aqui". 


A Praia na cidade, a ciutat vella, as avengudas sem fim, a Sagrada Família, a arquitectura de Gaudí espelhada na Pedrera e na Casa Batló, a arte de Miró... e depois todo aquele fervilhar que nos deleita diariamente. Barcelona não pára! Cultura, noite, dia, pessoas, carros, autocarros sightseeing, charretes, vendedores de rua... há de tudo na Cidade Condal. 

Há as Ramblas, agora atacadas pelo terror, há o Passeig de Gràcia com todas as lojas de luxo e esplanadas, há Eixample com a noite de glamour, há o sol que banha Barceloneta e lhe confere uma cor única, há o Port Olympic e as pessoas que por lá caminham ou correm todos os dias, há Montjuic com a Cuitat Olímpica e Miró, e há Gaudí. A cada passo que damos respiramos o artista. Nos prédios, nos ícones turísticos únicos já mencionados e no Parc Güell, aquele jardim que vem do alto abraçar Barcelona. 

Ontem, a minha querida cidade foi atacada, teve medo mas vai reerguer-se com a força, energia e alegria que se lhe reconhece. 

Tots som Barcelona! 

Thursday, July 20, 2017

Gentil Martins

Não concordo em absoluto com o médico Gentil Martins, mas em parte sim. Aos 87 anos, e sem precisar, Gentil Martins regressou à agenda mediática pelos piores motivos.

Considerar a homossexualidade como uma anomalia e criticar Cristiano Ronaldo por recorrer a barrigas de aluguer deu-lhe um protagonismo só ultrapassado por André Ventura. Do primeiro caso nem vou prosar; porém, sobre o segundo gostaria de o fazer.

Em primeiro lugar convém referir que em Portugal a discussão faz pouco sentido, pois é ilegal recorrer a barrigas de aluguer. Suponhamos agora que não era... não querendo ser egoísta, prefiro privilegiar os papéis de mãe e pai junto de um filho (posições milenares) do que não o fazer. Todavia, não posso esquecer o facto de a mulher ter um tempo de fertilidade bem mais curto do que o homem. Isso faz-me moderar a minha posição mas não a muda.



Tendo a barriga de aluguer como legal no nosso País, e de forma a não se entrar numa banalização desmedida, sou favorável a que se recorra a esse método alternativo em situações em que o homem ou a mulher ou ambos são férteis e quer(em) ter filhos. Desta forma também se contornava a adopção monoparental possível mas muito complicada (e talvez de forma compreensível) em Portugal.


Agora, recorrer a barriga de aluguer só porque sim parece-me uma atitude muito egoísta por parte de quem pratica, privando a criança da figura materna ou paterna sem pensar nas consequências e apenas para massajar o ego.

Tuesday, July 4, 2017

Cá por casa tudo bem

Em pouco tempo ocorreram três episódios que ilustram muito bem o estado calamitoso em que se encontra o nosso País, o Estado e os políticos que o (des)governam.

Em Pedrógão Grande, um incêndio de dimensões ímpares trouxe uma tragédia como nunca se viu. 64 mortes, centenas de feridos, pessoas que perderam tudo, empresas em dificuldades financeiras.

Na capital – Lisboa – houve uma fuga de informação sem precedentes e que põe em causa os exames nacionais, nomeadamente o de português.

Em Tancos, Portugal fica no mapa como o país com maior assalto a armamento militar neste século na Europa.


Tudo isto aconteceu, mas parece que cá por casa está tudo bem. Ao fim e ao cabo, o que interessa é que o turismo prospera, a economia cresce, o desemprego baixa, a confiança está em alta. Perante, os três casos acima – bastante graves – o governo PS assobia para o lado com uma ligeireza que tem tanto de reprovável como de assinalável. Assinalável a coragem com que o faz; reprovável a forma como lida com os três casos, numa clara tentativa de limpar a imagem de António Costa levando a culpa a morrer solteira.

Até ao momento parece que nada foi, verdadeiramente, feito em relação ao que sucedeu em Pedrógão Grande. Não se apuram responsabilidades, não há certezas sobre as verdadeiras razões para o incêndio (há quem levantemão criminosa), ainda não se percebeu o que vai ser – finalmente – feito na prevenção aos incêndios e o que papel terá o eucalipto no meio disto tendo em conta que representa dois mil milhões de euros de volume de negócios, ajuda sobremaneira as exportações de Portugal e cria imenso emprego.

Dos exames nacionais já nem se fala. A fuga é uma realidade, o caso é grave, mas do ministério da educação nem uma palavra. António Costa, esse, continua a banhos em Palma de Maiorca.

E Tancos? O que dizer de Tancos? Maior assalto a armamento militar neste século na Europa; possível corrupção nas Forças Armadas e alarme de várias instituições em Portugal devido ao risco de terrorismo, mormente a embaixada dos Estados Unidos da América. Convém que os (des)governantes tenham noção, dado que o prezam tanto, que o turismo poderá ser um dos principais e primeiros afectados com este roubo colossal. Vejam-se os casos do Egipto, Tunísia e Turquia.


Sunday, June 18, 2017

É preciso mais do que abraços

O Presidente da República apareceu em Pedrógão Grande emocionado e a distribuir abraços. Neste momento de desgaste emocional e físico é importante, mas não chega, Sr. Presidente.


É preciso muito mais! É preciso actuar no terreno e criar condições para que estes problemas a montante, nomeadamente (aqui vamos nós outra vez), limpar as matas durante o ano - voluntários no desemprego ou presos podem ser opção -, dar aos bombeiros reais condições de combate aos fogos, com mais e melhores meios de apoio aéreo e rodoviário, trabalhar os acessos, nomeadamente, no interior do País, sem descaracterizar a morfologia geográfica do País. 

Pergunto: Por que razão não há mais corporações de bombeiros sapadores (profissionais) para não vivermos à custa de voluntariado que depois, naturalmente, não chega para responder? 

Por que razão não há mais cursos profissionais de Guardas-florestais? 

Onde andam os cursos de engenharia para técnicos de combate aos fogos? 

Mais do que trabalhar no combate, é preciso trabalhar na prevenção. Só assim, todos os invernos a prevenir, podemos evitar catástrofes como a que ocorreu em Pedrógão Grande. 

E já agora... onde estão o Primeiro-Ministro e o Ministro da Administração Interna? 

Tuesday, June 6, 2017

Concerto: nota 10; organização: nota ZERO!

O passado dia 2 de Junho ficou marcado pelo regresso da banda norte-americana Guns´n Roses a Portugal vários anos depois. Pazes feitas, venha o espectáculo.

Concerto marcado para as 21h00, passou, durante esse mesmo dia, para as 20h45 com uma banda de suporte a abrir o fim de tarde. Porém, organização "à portuguesa" protelou a coisa para as 21h00. Nada de novo.

Uma vez mais ficou provado que o Passeio Marítimo de Algés não tem condições para albergar eventos desta dimensão. Muita confusão à entrada, poucas opções de porta de entrada levou a atrasos no acesso das pessoas no recinto. Algumas delas entraram já com o concerto a decorrer, isto em dia de trabalho.



Do concerto nada a dizer. Os Guns ainda são os Guns. A voz de Axl Rose parece a mesma dos anos 80 e 90, que catapultou a banda para um ícone de Rock e Slash... bem, Slash sempre foi, é, e sempre será o Rei da Guitarra. Aqueles solos ainda hoje me deixam arrepiado, e foram eles que arrancaram os maiores aplausos e ovações na noite de dia 2 de Junho.

Reportório bem completo, todos os hits no alinhamento, bem encadeados por várias músicas de álbuns mais antigos da banda. Uma coisa "revival" bem medida e que os portugueses merecem.

Três horas de concerto, com "encore" pelo meio e, no final, nota 10 à banda, ao som, à pirotecnia.

À organização só posso dar nota ZERO! Depois dos atrasos na entrada, a escassez de cerveja no decorrer do evento é deplorável. Estava no meio, em frente ao palco - boa localização sem ser a melhor de sempre - e só consegui pedir cerveja quando o mesmo estava a terminar. 

Findo o concerto, a organização (Everything is new) não abriu as (poucas) portas do recinto para as mais de 60 mil pessoas saírem de forma ordenada. Felizmente nada aconteceu, mas bastava um súbito momento de pânico para acontecer uma tragédia. Nos dias que correm são precisos outro tipo de cuidados por parte das empresas promotoras destes eventos que juntam grandes aglomerados de pessoas. 

Abertas as portas, comecei a sair, mas todas as pessoas foram obrigadas a ir pelo mesmo local. Ninguém podia ir, por exemplo, pelo prolongamento do Passeio Marítimo até à Cruz Quebrada. É utilizado noutros dias, mas neste era perigoso. Tem lógica! A juntar a esse facto, todas as pessoas têm sempre de subir a pé o viaduto da CRIL para chegarem a Algés e estarem... mais de duas horas!!! à espera de transporte. 

Inadmissível e a rever urgentemente!


Wednesday, April 19, 2017

Vacinar para proteger

Desde meados dos anos 80 que não se conheciam casos de Sarampo em Portugal, doença entretanto dada como extinta já no Século XXI. Uma “nova moda” fez regressar uma doença que pode trazer efeitos nefastos junto da sociedade portuguesa, nomeadamente entre os mais jovens.

A tal “nova moda” passa por não vacinar as crianças. Vários pais optam por esta via como alternativa à utilização de vacinas consideradas perigosas para a saúde da criança – houve, inclusive, associação ao autismo. Mas de quem é a culpa desta “nova moda”? Dos pais? Sim, mas a mim parece-me que não são os únicos com responsabilidade no aparecimento da epidemia.

De facto há uma série de profissionais na área da saúde que passam a ideia de que vacinar as crianças lhes causará, futuramente, algum mal. Esta postura é recorrente nos Estados Unidos da América, país que tem pelo menos sete surtos distintos de Sarampo em diversos estados, segundo a Organização Mundial de Saúde. Esta desinformação propagada por vários profissionais ao longo dos anos é a nossa pior epidemia e deverá ser erradicada – tal como a doença – o quanto antes. Uma das formas de a combater passa pela postura proactiva dos pais na busca de informação sobre os efeitos da vacinação e da não-vacinação, largando, de uma vez por todas, teorias da conspiração e muita desinformação reinante.



Voltemos a Portugal. O Sarampo era uma doença erradicada, como dissera acima, mas atitudes negligentes têm-na feito regressar sob a forma de epidemia. Há já 21 casos registados, uma morte a lamentar de uma jovem de 17 anos que, sabe-se agora, a mãe era contra a vacinação, e suspeita-se que haja mais de 95 mil crianças sem vacina contra o Sarampo.

Quando era mais novo fui vacinado contra o Sarampo e ainda por aqui ando. Apanhei Papeira e Tosse Convulsa, fiquei imune e ainda por aqui ando. Já agora, e devido à geração a que pertenço, também brinquei na rua; mexi na terra; joguei à bola; andei de bicicleta; esfolei-me magoei-me; cortei-me; fui picado por abelhas; engoli umas quantas pastilhas elásticas… e, guess what, não morri… ainda!


Mais do que uma opinião, neste momento é importante um conselho: Por favor, vacinem os vossos filhos. Pela saúde deles, pela nossa saúde. 

Tuesday, March 21, 2017

Aquarius

Estou cada vez mais rendido ao cinema brasileiro. O filme Aquarius é só mais um (bom) exemplo do belo trabalho cinematográfico que se faz no “país-irmão”, ao contrário da carne bovina.

Depois de Cidade de Deus, Carandirú, Tropa de Elite 1 e 2, e Autocarro 174, fui ver Aquarius, película que tem dado azo a grande polémica no Brasil e que conta com a interpretação de Sónia Braga. Só por isso já valeria a pena deslocar-me à sala de cinema, mas acabei por fazê-lo por sugestão. Ainda bem!

O argumento é simples, mas isso não é sinónimo de falta de qualidade. Antes pelo contrário! Fazer do simples, bom é um talento ao alcance de poucos, e isso mostrou ter Kléber Mendonça Filho, argumentista e realizador. Dividido por capítulos – à la Tarantino –, Aquarius dá-nos a conhecer a luta de uma proprietária de um apartamento no edifício que dá título ao filme contra a ganância de uma construtora.


Sónia Braga é Clara, uma jornalista e escritora reformada, e viúva, que se recusa a deixar o seu apartamento de sempre, cheio de recordações, com vista previligiada para o mar, com muita história e música de elevado gabarito. Aquarius mostra-nos a dicotomia existente entre alguém vertical, com princípios e valores de que nunca abdicará contra o lobby da construção civil, que não olha a meios para atingir os seus fins.

Ao longo da trama vemos o frente-a-frente que vai crescendo de tom, obrigando a protagonista a aguentar numa notável atitude de “antes quebrar do que torcer”.

Agastada, ainda nova, com um cancro na mama, Kléber Mendonça Filho “obriga” o assunto a tocar todos os capítulos com uma subtileza genial, não o tornando o foco da narrativa, mas permitindo que o mesmo não passe despercebido.

Grande interpretação de Sónia Braga, justificando, uma vez mais, o porquê de ser uma actriz consagrada; feliz escolha de um tema que, infelizmente, é tão actual em Pernambuco, com em… Lisboa.  



Wednesday, March 8, 2017

Portuguesisses

O debate "Nova Portugalidade", que era para ter tido lugar na FCSH da Universidade Nova de Lisboa, foi cancelado por pressões da Associação Académica devido a receios de que o tema resvalasse para o colonialismo e o fascismo. 


Nada mais ignóbil e que prova uma ideia  que é, a cada dia que passa, uma certeza: vive-se na ditadura das minorias, cuja sensibilidade não pode ser posta à prova, e ai de quem ouse contestá-la. O debate "Nova Portugalidade" tem tanto direito de acontecer como um qualquer debate sobre o PREC ou qualquer outro assunto fracturante da história portuguesa. Porque ela é o que somos enquanto país e jamais deverá ser olvidada. 


Esta nova noção de liberdade em que ninguém pode ter uma opinião diferente de uma minoria, pois corremos o risco de a "magoar" é algo que não me agrada, pois, passo a passo, estamos a entrar numa sociedade menos livre e menos tolerante, e logo perpetrada por uma sociedade identificada muito mais com os ideais dos partidos de esquerda, e que sempre se considerou "dona" da liberdade de expressão. 


O irónico é que a atitude de censura veio de uma universidade, outrora palco de liberdades de expressão e pensamento. Os tempos são, de facto, diferentes.

Saturday, March 4, 2017

A falta de fé traiu M. Night Shyamalan

O filme "Split" de M. Night Shyamalan é daqueles que não engana, a não ser a equipa de produção e realização. Mas já lá iremos...




Surgerido por um amigo, a curiosidade acossou-se de mim e fui ler a sinopse. Correspodeu às expectativas e a trama merecia uma visita ao cinema. Assim foi! Thriller apaixonante, com nuances que resvala para o riso, e que prende de princípio a fim. 

James McAvoy já se tinha mostrado em "O Escolhido" mas este papel - ou os 24 que interpreta - é a sua masterpiece. A consagração de um actor valioso que merecia estar entre os nomeados para os Oscares. Mas a grande surpresa foi Anya Taylor-Joy. Actriz completa, cheia, apesar dos 20 anos. Tem um futuro risonho pela frente e merece-o. Que os papeis oferecidos venham de encontro ao seu talento. 

Depois de ver "Split" a pergunta que se impõe é: Por que razão não está entre os nomeados? Simples! Para ser considerado, a estreia nas salas de cinema de Los Angeles tem de acontecer até Dezembro. Ora bem. M. Night Shyamalan não acreditou o suficiente no seu produto e "atrasou" a estreia para 2017. Tal decisão tirou-o do estrelato dos Oscares e, mais do que isso, prejudica sobremaneira James McAvoy e Anya Taylor-Joy. 

Estranha esta falta de fé do realizador, logo ele que nasceu numa terra de crenças, e cujo trabalho passado deixou um respaldo de talento. "Sexto Sentido" ou "Sinais" são dois exemplos.