Monday, November 13, 2017
Os jantares do Panteão
Ainda assim, pior do que o jantar é ver, tal como Pilatos, um primeiro-ministro lavar daqui as mãos e ir a terreiro “twittar” que a utilização era “indigna” e que faltava ao respeito à memória dos símbolos da história nacional.
Como primeiro-ministro, António Costa pode e deve indignar-se. O que não pode é atirar a pedra e esconder a mão quando, em 2013, a Associação de Turismo de Portugal lá organizou um evento quando António Costa era presidente à altura.
Não pode, ainda, atirar responsabilidades ao anterior governo quando o despacho de 2014 é claro ao referir que a direcção geral do Património Cultural “se reserva ao direito de não autorizar o aluguer ou cedência de espaços”.
Pode e deve, isso sim, reconhecer o erro - por uma vez que seja - e recordar que já em 2017 autorizara um evento de uma empresa pública no mesmo espaço.
Wednesday, October 4, 2017
O futuro do PSD
Friday, August 18, 2017
Estou contigo, minha querida Barcelona
Thursday, July 20, 2017
Gentil Martins
Tuesday, July 4, 2017
Cá por casa tudo bem
Sunday, June 18, 2017
É preciso mais do que abraços
Tuesday, June 6, 2017
Concerto: nota 10; organização: nota ZERO!
Wednesday, April 19, 2017
Vacinar para proteger
Tuesday, March 21, 2017
Aquarius
Wednesday, March 8, 2017
Portuguesisses
O debate "Nova Portugalidade", que era para ter tido lugar na FCSH da Universidade Nova de Lisboa, foi cancelado por pressões da Associação Académica devido a receios de que o tema resvalasse para o colonialismo e o fascismo.
Nada mais ignóbil e que prova uma ideia que é, a cada dia que passa, uma certeza: vive-se na ditadura das minorias, cuja sensibilidade não pode ser posta à prova, e ai de quem ouse contestá-la. O debate "Nova Portugalidade" tem tanto direito de acontecer como um qualquer debate sobre o PREC ou qualquer outro assunto fracturante da história portuguesa. Porque ela é o que somos enquanto país e jamais deverá ser olvidada.
Esta nova noção de liberdade em que ninguém pode ter uma opinião diferente de uma minoria, pois corremos o risco de a "magoar" é algo que não me agrada, pois, passo a passo, estamos a entrar numa sociedade menos livre e menos tolerante, e logo perpetrada por uma sociedade identificada muito mais com os ideais dos partidos de esquerda, e que sempre se considerou "dona" da liberdade de expressão.
O irónico é que a atitude de censura veio de uma universidade, outrora palco de liberdades de expressão e pensamento. Os tempos são, de facto, diferentes.








