Wednesday, May 18, 2016

Falta quase tudo menos o vento

Falo do novo rooftop do Amoreiras Shopping Center. Abriu há muito pouco tempo e desde sempre que fiquei com interesse em visitá-lo. 

O Amoreiras tem proporcionado aos que o visitam agradáveis surpresas ao longo da sua vida - o novo espaço de restauração é um exemplo - e o #amoreiras360panoramicview seria mais um. 


Uma vez mais, a gestão de expectativas deveria ter sido mais cuidada (tenho recebido vários avisos ao longo do tempo). Grande publicidade à abertura, caracterizado com espaço único no coração de Lisboa, visita gratuita no primeiro dia... Tudo ingredientes para que o novo rooftop estivesse no top de notícias aquando da inauguração. 

Deixei passar uns tempos e resolvi visitá-lo no dia 17 de Maio, data que coincidiu com uma ida ao Shooping Center. 

O valor é 5€. Antes de subir não me pareceu excessivo, mas logo mudei de opinião quando cheguei lá acima. À vista é esplendorosa. Verdadeiramente a 360 graus, oferta que deve ser única, mas o espaço pareceu-me algo despido. Tem uns bancos corridos para quem queira usufruir da paisagem sentado e tem legendagem sobre o que mais iconico a capital tem para oferecer. Mas falta algo... Ergonomicamente melhor estruturado e pensado e aquele rooftop poderia albergar um bar que, por certo, seria sucesso ao fim de tarde. Nunca poderia ser muito aberto tendo em conta o imenso vento que faz questão de marcar presença no 18. piso do espaço comercial, mas bem resguardado seria, repito, um sucesso. 

Assim, os 5€ pareceram-me excessivos tendo em conta a oferta, mas a vista, recordo, é deslumbrante. 

Tuesday, May 10, 2016

Escola Pública versus Ensino Privado

O frente a frente está lançado e com ele a polémica. O Governo da Coligação (PSD-PP) celebrou durante o mandato uma série de contratos de associação com alguns colégios e escolas privadas que serviriam de solução para alunos localizados em zonas cuja escola pública era inexistente ou cuja existência não seria financeiramente interessante para o Estado português.

O actual Governo do PS não os vê com bons olhos e está a pô-los em causa e pôr os cabelos em pé aos pais das crianças que usufruem desta solução e que concordam com ela desde o primeiro minuto.

Convém, então, recordar que os contratos de associação foram feitos com entidades – maioritariamente – sem fins lucrativos e cujas condições são bastante vantajosas para o Estado, pois permitiu (está provado) poupanças na ordem de vários milhões; para os alunos pois esta solução permitiu oferecer educação de qualidade em zonas do país em que o Estado não o conseguiria fazer sozinho, pois teria de amontoar alunos em salas.



Remetendo para o particular, dou o meu caso como exemplo… Estudei em ensino privado e numa escola pública. Aprendi muito no privado, naquele tempo a escola estava melhor organizada, a educação estava melhor estruturada, saíamos melhor preparados para o nível seguinte. Todavia, na escola estatal bati de frente com a vida real e cresci como pessoa. Na escola do Estado dás-te – obrigatoriamente – com ricos, pobres, classe média, com alunos provenientes de uma estrutura familiar estável, instável, assim-assim. Numa altura em que iniciava definição dos meus valores morais e a minha personalidade, a escola pública foi muito importante.

Ao fim e ao cabo, o fim é o mesmo: proporcionar a melhor educação ao nosso futuro. Se todos ficam a ganhar por ser no privado em circunstâncias muito concretas, que seja. Não me choca desde que haja SEMPRE a opção estatal nesta temática.