O jantar da Web Summit no Panteão Nacional é um erro e, pior do que isso, é uma falta de respeito para a história de Portugal e as suas figuras incontornáveis. Estamos de acordo!
Ainda assim, pior do que o jantar é ver, tal como Pilatos, um primeiro-ministro lavar daqui as mãos e ir a terreiro “twittar” que a utilização era “indigna” e que faltava ao respeito à memória dos símbolos da história nacional.
Como primeiro-ministro, António Costa pode e deve indignar-se. O que não pode é atirar a pedra e esconder a mão quando, em 2013, a Associação de Turismo de Portugal lá organizou um evento quando António Costa era presidente à altura.
Não pode, ainda, atirar responsabilidades ao anterior governo quando o despacho de 2014 é claro ao referir que a direcção geral do Património Cultural “se reserva ao direito de não autorizar o aluguer ou cedência de espaços”.
Pode e deve, isso sim, reconhecer o erro - por uma vez que seja - e recordar que já em 2017 autorizara um evento de uma empresa pública no mesmo espaço.