Parece que Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro de Portugal, chefe da Coligação que governa o País e é presidente do PSD, se esqueceu de pagar - pior! Que tinha de pagar - as contribuições para a Segurança Social no valor de 2880 euros ou 5016 euros, já nem sei bem.
Acima de todas as funções governativo-políticas que enumerei supra, Pedro Passos Coelho jamais se deveria ter esquecido que é um cidadão português e que se rege pelas mesmas regras do mais elementar comportamento social e leis que os demais.
Esta amnésia selectiva que desconhecia que o nosso primeiro-ministro sofria teve consequências nefastas em situações paralelas ocorridas na Europa. Noutros países, como a Suécia e a Alemanha, deu direito a demissão dos
envolvidos em polémicas com o não-pagamento de impostos. Em Portugal, a
oposição não pediu, tal situação até poderá não ter passado pela cabeça de
Passos Coelho mas ficava-lhe bem, até porque, possivelmente, Cavaco Silva não
aceitaria e ele até sairia reforçado desta trama.
Não pagar já é suficientemente
mau - é crime, já agora - mas dizer que não sabia que tinha de pagar é mesmo o
pior de tudo. Repito! Não sabia que Pedro Passos Coelho sofria de amnésia selectiva e essa afirmação/dúvida de Passos Coelho fê-lo cair numa espiral de acções posteriores que em nada abonam à sua popularidade junto da população.
Pior ainda é chegar a primeiro-ministro e deixar "rabos-de-palha" (parafraseando um grande amigo) para os outros
"brincarem"! No meio desta confusão, Pedro Passos Coelho só esteve bem quando falou
para dentro do "seu" partido, o PSD, dizendo não ser um cidadão perfeito. Aí quero acreditar que foi
genuíno porque, no fundo, somos todos imperfeitos, mas as imperfeições de uns
têm mais impacto do que de outros e alguém em funções governativas a cinco/seis meses de eleições legislativas ou a equipa que o rodeia tinha a
obrigação de saber.
Finalizar dizendo que muito mal está o Partido Socialista quando tem em José Sócrates a voz da contestação ao líder da Coligação que governa Portugal.
