Tuesday, July 29, 2014

A estranha leveza da... Demolição

Ponto prévio: não sendo o PS o partido cuja doutrina eu mais me identifico, não tenho pejo em admitir que considero António Costa um político de alguma craveira. 

Segundo o jornal Público, a CML pensa em demolir o quartel dos bombeiros sapadores que se encontra perto do Colombo. Tem 11 anos, é, segundo dizem bombeiros que lá prestam serviço, dos melhores nacionais e cumpre todas as exigências da Europa. 

Segundo se sabe, esta demolição e posterior venda do terreno em hasta pública vai dar prejuízo à CML e, segundo o mesmo jornal, já está "apalavrado" um negócio com a BES Saúde (que conveniência geográfica). 




Depois do péssimo timing e gestão de todo o processo de candidatura a secretário geral do PS, António Costa dá agora outro "tiro no pé" ao ordenar uma demolição no mínimo estranha e com suspeitas de negociatas. 

Mas, segundo os partidos da esquerda - nos quais se inclui o PS -, são os partidos de direita que estão "vendidos" ao grande capital.

Friday, July 25, 2014

A coragem de dizer "Não!"

A crise instalada no GES é a prova (se necessária) da falência do sistema bancário português (mesmo que BPN e BPP não fossem sistémicos), alarme que suou com o BCP.  

A queda de Ricardo Salgado e, consequentemente do grupo Espírito Santo, faz-me ter a esperança numa mudança no paradigma empresarial português, alicerçada na queda - vamos ver quem se segue - do lobby que domina desde a revolução da Abril os destinos do país.  

Família como a Espírito Santo e outras foram completas "Rothschild à portuguesa", bem como várias grandes empresas monopolistas que, ligadas ao poder político, foram decidindo legislatura após legislatura diferente daquilo que o povo tinha decidido nas urnas.
 

Anos, décadas a fio até uma crise económica de escala mundial colocar a nu a forma negligente como Ricardo Salgado e outros que tais geriram os bancos pelos quais davam a cara. No caso do BES (banco sistémico) a situação poderia ser mais triquilitante não fosse a acção do Banco de Portugal que, em boa hora, fora separando a "carne do isso", ou seja, o BES do GES; e o redondo "Não!" de Pedro Passos Coelho a Ricardo Salgado.  

"Não fez mais do que a sua obrigação", "Finalmente faz algo pelos portugueses". Tudo argumentos válidos mas que têm um valor absolutamente incomensurável se pensarmos que, durante anos e décadas, nenhum político o fez e que outros, como José Sócrates, ainda fizeram pior ao "fechar os olhos" em troca de "ajudas" políticas.  

Ricardo Salgado (não gosto da nomenclatura "dono disto tudo") caiu em desgraça, perdeu, tão rápido como perde o poder no banco, amigos e aliados. 

Estas quedas fazem-me ter uma réstia de esperança na queda de outros como o sector energético ou o das telecomunicações. Talvez assim seja retomada a confiança de uma população num país, numa economia e sector empresarial mais justo e equilibrado.  

Veremos...

Tuesday, July 15, 2014

Assinar os textos jornalísticos: Sim ou não?

Há uns dias, a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista decidiu ameaçar os Órgãos de Comunicação Social, na pessoa do "Público", sobre uma decisão que data de 2008 e que, basicamente, proíbe os estagiários de assinarem as peças.

Não defendendo ninguém, mas dando a minha opinião - desde logo inclina o campo para um dos lados - devo dizer que compreendo a CCPJ como defensora do trabalho do jornalista, que recebe remuneração, que tem (ou deveria ter) a Carteira Profissional para exercer a função, mas não concordo quando o mesmo órgão coloca em causa a capacidade dos estagiários acederem às fontes de informação, ou mesmo de elaborarem a pesquisa para formulação de uma notícia.


Julgo que o caso não deverá seguir por este caminho, mas também não se deve banalizar a profissão de Jornalista, cada vez mais desrespeitada. Porém, o caso passa pelo uso e abuso dos estágios não-remunerados, os quais vários Órgãos de Comunicação Social fazem destes o "modus-operandi". Fazer algo sem receber algo em troca não é trabalho e/ou emprego, mas sim um "hobby" e, aí sim, esgota-se a capacidade de um estagiário assinar os textos que produz. O ponto de partida é terminar com os estágios não-remunerados terminando uma espiral de aproveitamento laboral que, qualquer dia, parece irreversível.

Pagar os custos de deslocação e de refeição é o mínimo exigível a pagar a um estagiário que fará, à priori, uma série infundada de horas de trabalho. Mas a questão não se esgota nos valores monetários. A forma como é estruturado o estágio deverá, obrigatoriamente, ir a debate. Os docentes, na carta enviada à CCPJ, referem que os estagiários são devidamente acompanhados. Mas serão mesmo?

Na minha óptica, a "generalidade dos Órgãos de Comunicação Social" não fazem o devido acompanhamento aos estagiários; não os "formam" e preparam para o mercado de trabalho, não os "ensinam", ou os lançam para uma profissão que um dia consideraram de sonho. Tirar cafés e fotocópias é uma realidade que ultrapassa em muitos os filmes de Hollywood.

Os estágios são necessários como passagem para uma realidade que é dura, mas serem um mal necessário já é algo não desejável. Compete às entidades (CCPJ e Órgãos de Comunicação Social) chegarem a uma plataforma de entendimento para que a profissão não morra.

Sunday, July 6, 2014

Uma referência, uma inspiração!

Quando era mais novo via-o na televisão e dizia: "Quero ser como este senhor! Quero ser jornalista" Este senhor que todos os domingos (e não só) me entrava pela casa chamava-se Rui Tovar. 

Hoje, talvez consiga justificar em Rui Tovar uma das razões para gostar tanto de jornalismo, nomeadamente o desportivo, e ter a sorte de o exercer. 

Aquela cara característica e voz ímpar sempre me prenderam até aos dias de hoje. Infelizmente, aos 66 anos, perdemos um vulto do jornalismo desportivo nacional. 

Da parte que me toca não será, por certo, egoísmo dizer que perdi uma referência profissional.