Numa altura em que a lista dos contribuintes VIP volta à baila pela abertura de um processo penal, vejo-me na obrigação de "tocar" no caso.
Em paralelismo com os vistos Gold, também aqui o Governo não soube comunicar convenientemente e tem uma figura de Estado que ficou muito frágil na fotografia. Agora Paulo Núncio depois de Miguel Macedo - o segundo teve a hombridade de se demitir.
A existência de uma lista VIP não me escandaliza. Vou até mais longe e digo que deveriam constar mais do que somente quatro nomes. A razão para tal existência é que levanta suspeitas. Se a mesma serve para proteger os dados de figuras mais susceptíveis da curiosidade alheia, concordo com ela e, repito, deveriam constar mais nomes; se esta serve para permitir "isenções" e "benefícios fiscais" a estas quatro pessoas, fala-se então de um crime que deveria ser investigado.
Outro aspecto que me parece claro é o défice existente na protecção de dados. O acesso a determinados dados tem, obrigatoriamente, de ser protegido e limitado.
Que direito tem uma pessoa, por curiosidade mórbida, consultar os meus dados fiscais?
