Pois bem. Uma ideia que tinha tudo para ser um sucesso e para ser um baluarte da Coligação, tornou-se uma "pedra no sapato" colocando em cheque altas patentes de entidades estatais como são o SEF, SIS ou o IRN. O director do SEF já se demitiu, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, também (apesar de, na minha opinião, ser dos menos culpados nesta trama), mas dos 11 arguidos apenas dois ficaram em prisão preventiva o que parece, aos portugueses, manifestamente pouco e que volta a deixar a justiça - e consequentemente a ministra, Paula Teixeira da Cruz - mal vista.
Um dos detentores do visto Gold foi preso e Paulo Portas diz que só foi possível devido ao visto dado pelo Governo, mas há uma questão que deve ser colocada: Se tinha cadastro como lhe foi concedido o visto? Outras problemáticas foram aparecendo... Corrupção activa parece-me claro, aproveitamento empresarial é incontestável, bem como o lobby imobiliário. Pior ainda o facto de os detentores de vistos Gold não terem criado as tais empresas com até 10 postos de trabalho. Justifica-se dizendo que foi criado emprego indirecto. Então que as premissas do visto Gold não sejam opacas, dúbias.
Outra questão passa pela permanência dos detentores de visto Gold em Portugal sete dias por ano ou 14 no total dos dois anos. Será que esta permanência foi devidamente salvaguardada?
Na Europa há países com vistos Gold mais "fáceis" do que os de Portugal. É verdade, mas parece-me claro que alguém fez questão de criar, à revelia, condições facilitadoras para os emitidos em território nacional.
Se alguém no Governo foi conivente com isto terá de se demitir; se não, terá, então, a responsabilidade de punir criminalmente quem o fez.


