Depois de Paris, eis que surgem novos ataques terroristas, desta feita em Bruxelas, capital da Bélgica. Para muitos poderá ser uma retaliação às mais recentes detenções, nomeadamente a de Salah Abdeslam, situação que não creio.
Por que razão haveria tal "onda de solidariedade" perante um terrorista que não se conseguira fazer-se explodir junto ao estádio de França? Estamos perante uma traição aos olhos da Jihad, logo não vejo razão para tal retaliação sob a forma de solidariedade. Acho que os ataques vão muito para além disso...
Hoje estamos perante uma nova realidade e outros desafios bem diferentes do que se passara aquando da Al Qaeda. Ainda não se sabe quem perpetrou o ataque terrorista de Bruxelas mas se virmos o que se passou em Paris, percebemos que são pessoas nascidas em Paris ou Bruxelas, descendentes de pessoas, essas sim, nascidas noutros países (maior parte deles do Médio Oriente) e que emigraram para França.
Por que razão haveria tal "onda de solidariedade" perante um terrorista que não se conseguira fazer-se explodir junto ao estádio de França? Estamos perante uma traição aos olhos da Jihad, logo não vejo razão para tal retaliação sob a forma de solidariedade. Acho que os ataques vão muito para além disso...
Hoje estamos perante uma nova realidade e outros desafios bem diferentes do que se passara aquando da Al Qaeda. Ainda não se sabe quem perpetrou o ataque terrorista de Bruxelas mas se virmos o que se passou em Paris, percebemos que são pessoas nascidas em Paris ou Bruxelas, descendentes de pessoas, essas sim, nascidas noutros países (maior parte deles do Médio Oriente) e que emigraram para França.
O problema em Paris surge pela discriminação existente em termos sociais. Estamos a falar de pessoas marginalizadas, que não têm emprego, que têm poucas oportunidades, mas que também não fizeram um grande esforço para se integrarem.
A necessidade de se agarrar algo (fé) e a crença feita em forma de lavagem cerebral de que vão mudar o mundo em nome de um ser maior (neste caso Alá) é um perigo a que estamos sujeitos quando a religião é mal interpretada.
Em Bruxelas, a discriminação, por certo, é semelhante. Assim estão reunidas condições para organizações como a Al Qaeda (funcionava como um todo e era dali que tudo saía para espalhar o terror no mundo) ou o Estado Islâmico (organização mais sofisticada, que funciona com células espalhadas pelo mundo, que respeitam indicações e recebem condições, mas que mais parecem franshinsings) fazerem o recrutamento com maior facilidade, pois diante delas estão pessoas que sentem que nada têm a perder.
O facto de serem segundas gerações nascidas na Europa prejudica registos anti-terrorismo. Recordo que, no caso de Paris, a maior parte dos terroristas não tinha antecedentes terroristas ou ligações suspeitas. O puzzle montou-se depois.
