Em pouco tempo ocorreram três episódios que ilustram muito
bem o estado calamitoso em que se encontra o nosso País, o Estado e os políticos
que o (des)governam.
Em Pedrógão Grande, um incêndio de dimensões ímpares trouxe
uma tragédia como nunca se viu. 64 mortes, centenas de feridos, pessoas que
perderam tudo, empresas em dificuldades financeiras.
Na capital – Lisboa – houve uma fuga de informação sem precedentes
e que põe em causa os exames nacionais, nomeadamente o de português.
Em Tancos, Portugal fica no mapa como o país com maior assalto
a armamento militar neste século na Europa.
Tudo isto aconteceu, mas parece que cá por casa está tudo
bem. Ao fim e ao cabo, o que interessa é que o turismo prospera, a economia
cresce, o desemprego baixa, a confiança está em alta. Perante, os três casos
acima – bastante graves – o governo PS assobia para o lado com uma ligeireza
que tem tanto de reprovável como de assinalável. Assinalável a coragem com que
o faz; reprovável a forma como lida com os três casos, numa clara tentativa de
limpar a imagem de António Costa levando a culpa a morrer solteira.
Até ao momento parece que nada foi, verdadeiramente, feito
em relação ao que sucedeu em Pedrógão Grande. Não se apuram responsabilidades,
não há certezas sobre as verdadeiras razões para o incêndio (há quem levantemão criminosa), ainda não se percebeu o que vai ser – finalmente – feito na
prevenção aos incêndios e o que papel terá o eucalipto no meio disto tendo em
conta que representa dois mil milhões de euros de volume de negócios, ajuda
sobremaneira as exportações de Portugal e cria imenso emprego.
Dos exames nacionais já nem se fala. A fuga é uma realidade,
o caso é grave, mas do ministério da educação nem uma palavra. António Costa,
esse, continua a banhos em Palma de Maiorca.
E Tancos? O que dizer de Tancos? Maior assalto a armamento
militar neste século na Europa; possível corrupção nas Forças Armadas e alarme
de várias instituições em Portugal devido ao risco de terrorismo, mormente a embaixada
dos Estados Unidos da América. Convém que os (des)governantes tenham noção,
dado que o prezam tanto, que o turismo poderá ser um dos principais e primeiros
afectados com este roubo colossal. Vejam-se os casos do Egipto, Tunísia e
Turquia.

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