Tuesday, July 4, 2017

Cá por casa tudo bem

Em pouco tempo ocorreram três episódios que ilustram muito bem o estado calamitoso em que se encontra o nosso País, o Estado e os políticos que o (des)governam.

Em Pedrógão Grande, um incêndio de dimensões ímpares trouxe uma tragédia como nunca se viu. 64 mortes, centenas de feridos, pessoas que perderam tudo, empresas em dificuldades financeiras.

Na capital – Lisboa – houve uma fuga de informação sem precedentes e que põe em causa os exames nacionais, nomeadamente o de português.

Em Tancos, Portugal fica no mapa como o país com maior assalto a armamento militar neste século na Europa.


Tudo isto aconteceu, mas parece que cá por casa está tudo bem. Ao fim e ao cabo, o que interessa é que o turismo prospera, a economia cresce, o desemprego baixa, a confiança está em alta. Perante, os três casos acima – bastante graves – o governo PS assobia para o lado com uma ligeireza que tem tanto de reprovável como de assinalável. Assinalável a coragem com que o faz; reprovável a forma como lida com os três casos, numa clara tentativa de limpar a imagem de António Costa levando a culpa a morrer solteira.

Até ao momento parece que nada foi, verdadeiramente, feito em relação ao que sucedeu em Pedrógão Grande. Não se apuram responsabilidades, não há certezas sobre as verdadeiras razões para o incêndio (há quem levantemão criminosa), ainda não se percebeu o que vai ser – finalmente – feito na prevenção aos incêndios e o que papel terá o eucalipto no meio disto tendo em conta que representa dois mil milhões de euros de volume de negócios, ajuda sobremaneira as exportações de Portugal e cria imenso emprego.

Dos exames nacionais já nem se fala. A fuga é uma realidade, o caso é grave, mas do ministério da educação nem uma palavra. António Costa, esse, continua a banhos em Palma de Maiorca.

E Tancos? O que dizer de Tancos? Maior assalto a armamento militar neste século na Europa; possível corrupção nas Forças Armadas e alarme de várias instituições em Portugal devido ao risco de terrorismo, mormente a embaixada dos Estados Unidos da América. Convém que os (des)governantes tenham noção, dado que o prezam tanto, que o turismo poderá ser um dos principais e primeiros afectados com este roubo colossal. Vejam-se os casos do Egipto, Tunísia e Turquia.


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