O passado dia 2 de Junho ficou marcado pelo regresso da
banda norte-americana Guns´n Roses a Portugal vários anos depois. Pazes feitas,
venha o espectáculo.
Concerto marcado para as 21h00, passou, durante esse mesmo
dia, para as 20h45 com uma banda de suporte a abrir o fim de tarde. Porém,
organização "à portuguesa" protelou a coisa para as 21h00. Nada de
novo.
Uma vez mais ficou provado que o Passeio Marítimo de Algés
não tem condições para albergar eventos desta dimensão. Muita confusão à
entrada, poucas opções de porta de entrada levou a atrasos no acesso das
pessoas no recinto. Algumas delas entraram já com o concerto a decorrer, isto
em dia de trabalho.
Do concerto nada a dizer. Os Guns ainda são os Guns. A voz
de Axl Rose parece a mesma dos anos 80 e 90, que catapultou a banda para um
ícone de Rock e Slash... bem, Slash sempre foi, é, e sempre será o Rei da
Guitarra. Aqueles solos ainda hoje me deixam arrepiado, e foram eles que
arrancaram os maiores aplausos e ovações na noite de dia 2 de Junho.
Reportório bem completo, todos os hits no alinhamento, bem
encadeados por várias músicas de álbuns mais antigos da banda. Uma coisa
"revival" bem medida e que os portugueses merecem.
Três horas de concerto, com "encore" pelo meio e,
no final, nota 10 à banda, ao som, à pirotecnia.
À organização só posso dar nota ZERO! Depois dos atrasos na entrada, a escassez de cerveja no decorrer do evento é deplorável. Estava no meio, em frente ao palco - boa localização sem ser a melhor de sempre - e só consegui pedir cerveja quando o mesmo estava a terminar.
Findo o concerto, a organização (Everything is new) não abriu as (poucas) portas do recinto para as mais de 60 mil pessoas saírem de forma ordenada. Felizmente nada aconteceu, mas bastava um súbito momento de pânico para acontecer uma tragédia. Nos dias que correm são precisos outro tipo de cuidados por parte das empresas promotoras destes eventos que juntam grandes aglomerados de pessoas.
Abertas as portas, comecei a sair, mas todas as pessoas foram obrigadas a ir pelo mesmo local. Ninguém podia ir, por exemplo, pelo prolongamento do Passeio Marítimo até à Cruz Quebrada. É utilizado noutros dias, mas neste era perigoso. Tem lógica! A juntar a esse facto, todas as pessoas têm sempre de subir a pé o viaduto da CRIL para chegarem a Algés e estarem... mais de duas horas!!! à espera de transporte.
Inadmissível e a rever urgentemente!

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