O filme "Split" de M. Night Shyamalan é daqueles que não engana, a não ser a equipa de produção e realização. Mas já lá iremos...
Surgerido por um amigo, a curiosidade acossou-se de mim e fui ler a sinopse. Correspodeu às expectativas e a trama merecia uma visita ao cinema. Assim foi! Thriller apaixonante, com nuances que resvala para o riso, e que prende de princípio a fim.
James McAvoy já se tinha mostrado em "O Escolhido" mas este papel - ou os 24 que interpreta - é a sua masterpiece. A consagração de um actor valioso que merecia estar entre os nomeados para os Oscares. Mas a grande surpresa foi Anya Taylor-Joy. Actriz completa, cheia, apesar dos 20 anos. Tem um futuro risonho pela frente e merece-o. Que os papeis oferecidos venham de encontro ao seu talento.
Depois de ver "Split" a pergunta que se impõe é: Por que razão não está entre os nomeados? Simples! Para ser considerado, a estreia nas salas de cinema de Los Angeles tem de acontecer até Dezembro. Ora bem. M. Night Shyamalan não acreditou o suficiente no seu produto e "atrasou" a estreia para 2017. Tal decisão tirou-o do estrelato dos Oscares e, mais do que isso, prejudica sobremaneira James McAvoy e Anya Taylor-Joy.
Estranha esta falta de fé do realizador, logo ele que nasceu numa terra de crenças, e cujo trabalho passado deixou um respaldo de talento. "Sexto Sentido" ou "Sinais" são dois exemplos.

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