O mesmo povo que foi elogiado em março, é o mesmo criticado agora. Nem na altura éramos tão bons (tivemos uma boa atitude, mas nem sempre é assim), nem somos tão maus agora.
Se temos culpa enquanto população? Temos! Se somos os únicos culpados? Muito longe disso. Como latinos que somos, temos tendência para a chico-espertice e encontrar exceções às regras. O governo sabe disso, mas não quis saber e optou por medidas que não lhe tirasse popularidade.
Consequências? Péssima gestão da segunda vaga, com medidas em contra ciclo com a restante Europa. Já para não falar que não preparámos a segunda vaga, apesar dos avisos, como a da Organização Mundial da Saúde em maio último (e já tinha até feito outro em abril), e reagimos tarde à mesma, com António Costa a dizer em novembro que “ninguém prévia que esta segunda vaga surgisse tão cedo”.
Conclusão: há vários culpados aqui. Não adiro ao spin que aí anda de que apenas o povo português tem culpa. O povo segue a mensagem transmitida e o governo falhou neste particular várias vezes.
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