Destacado para assistir à Final da Liga dos Campeões, o meu dia começou cedo e acabou já noite dentro, tal como a emoção e ansiedade que me fizeram companhia.
No dia 24 de Maio tive a oportunidade de assistir - na minha óptica - a um dos dois jogos mais importantes do Planeta Futebol. O Estádio da Luz foi palco de luxo, mas já lá vou...
Passei a manhã a trabalhar já com a Final na cabeça, parei a meio da manhã e fui sentir, para o centro de Lisboa, o "cheiro" da Liga dos Campeões. O ambiente, a festa, a energia, o optimismo... Antes do apito inicial todos acreditam que podem ganhar, mesmo que o jogo (não era o caso) coloque um David contra Golias. Por Lisboa, o castelhano era a língua que reinava e percebi que a rivalidade entre os emblemas de Madrid é saudável. Pelo menos pareceu-me mais do que aos pares da capital lusa diz respeito.
O trânsito estava condicionado em boa parte da cidade e o centro nevrálgico estava no raio de acção que ia da Avenida da Liberdade até ao Terreiro do Paço. Aí, era a Polícia quem mais ordenava. Contudo, consegui aproximar-me e perceber os cânticos (cada adepto puxava mais pela garganta para ofuscar o adversário), as conversas entre uma cerveja e outra, as romarias avenida acima e avenida abaixo. O centro estava "pintado" de branco por um lado e de vermelho e branco por outro. Bandeiras e cachecóis também faziam parte da indumentária.
Almocei e dirigi-me para o Estádio da Luz. As portas ainda estavam fechadas, o trânsito estava próximo do caótico e já se vislumbravam adeptos de ambas as equipas nas zonas contíguas à Catedral. Porém, ao contrário do que se passara no Centro de Lisboa, à volta do Estádio estavam em locais opostos, mas aqui e ali cruzavam-se sem registo de incidentes.
O dever chamava-me e entrei para trabalhar... No palco da grande Final tudo a postos para ser, por 90 minutos, o centro do Mundo.
Ainda faltavam várias horas e como tal não subi de imediato às bancadas. Tal acto tresloucado quase me fez perder o início do jogo e da cerimónia que o antecede já só vi parcos minutos. Fui, todavia, muito a tempo de ouvir Mariza a cantar o Hino da "Champions", o tal de que já falei no texto anterior e devo admitir que foi um orgulho ver Portugal tão bem representado antes como esperava que fosse durante.
Os adeptos do Real Madrid e do Atlético de Madrid davam colorido às bancadas com as suas coreografias. No País vizinho até tenho predilecção pelo Real Madrid, mas a atitude dos fãs do Atlético de Madrid não me deixou indiferente. Mais fervorosos, sempre de pé e a puxar pela equipa durante os 120 minutos, mesmo quando tudo já estava perdido, deixou-me emocionado e ficaram com um lugar no meu coração. Pequeno, é certo, mas arranja-se aqui qualquer coisa para os "colchoneros". Do lado "merengue", confirmou-se o que já me tinha dito. Não cantam muito, mais parece que estão no teatro ou no cinema, mas tenho de admitir que depois dos 90 minutos, principalmente e a partir dos 70 minutos, ligeiramente, foram equilibrando a contenda.
O Real Madrid ganhou, mas houve mais vencedores nessa noite. O Estádio da Luz pela capacidade de resposta às exigências, a organização da UEFA, Benfica e Câmara Municipal que fizeram Lisboa ficar bem na fotografia, Madrid, pois não é fácil colocar as duas principais equipas da cidade numa Final europeia a jogarem tão bem e como emoção até ao fim ao melhor estilo de William Shakespeare.
Oh meu!
ReplyDeleteIsso foi trabalhar!?
Tu a trabalhares nesse dia é como trabalhar como fotógrafo da Playboy!
Tipo CCM
És cá um "trabalhador"!