Tuesday, August 9, 2016

“Canção de Lisboa” fecha trilogia light

Como ponto prévio, tenho de dizer que não vi – propositadamente – o “Leão da Estrela”. Ao ver a trailer deparei-me com um espectáculo muito fraco, o que, só por si, me dissuadiu de ir ao cinema ver o filme completo.

Todavia vi o “Pátio das Cantigas” e o “Canção de Lisboa”, filme que encerra a trilogia light de remake de filmes históricos do cinema português. É deste último que falarei daqui em diante…


Mais fraco do que o “Pátio das Cantigas” (para mim o melhor dos três), o “Canção de Lisboa” é uma comédia que se vê bem, que nos permite esquecer os problemas do dia-a-dia durante cerca de duas horas e ainda nos mostra alguns locais interessantes da cidade de Lisboa. O argumento, não sendo riquíssimo, não complica e, dentro da superficialidade, faz sentido e não foge totalmente do original, embora faça adaptações como se fizeram no “Pátio das Cantigas”.

A história de um playboy que se arrasta eternamente pela faculdade de medicina, mais preocupado em aulas de anatomia fora da sala de aulas do que dentro dela arranca risos fáceis. O estilo engraçado, desprendido e até algo destrambelhado de Vasco Leitão, interpretado por César Mourão, arranca uma gargalhada fácil a quem vê o filme.

Porém, por detrás deste desapego pelas mulheres que lhe vão passando pela cama numa base quase diária esconde o medo de se apaixonar por alguém que lhe machuque o coração, um dos poucos órgãos do corpo humano que Vasco Leitão aprendeu ser um músculo no curso de medicina que teima em não terminar. Quem o vai fintar nesses intentos é Alice (Luana Martau). A actriz brasileira interpreta a filha de José Cardoso (Miguel Guilherme) que foi para o Brasil com a mãe e que mantém uma relação quase nula com o pai. Por hora da campanha eleitoral para Primeiro-Ministro, Alice regressa a Portugal para ajudar o pai a troco de uma compensação financeira e acaba por se apaixonar e deixar apaixonado Vasco Leitão.

A partir desse reencontro a história do filme vai-se desenrolando com o foco a ser o amor e desamor deste casal. Em jeito de comédia romântica “meio sem jeito” como se diz na terra de Luana Martau, tudo acaba em bem. 

No comments:

Post a Comment