Como ponto prévio, tenho de dizer que não vi –
propositadamente – o “Leão da Estrela”. Ao ver a trailer deparei-me com um espectáculo
muito fraco, o que, só por si, me dissuadiu de ir ao cinema ver o filme
completo.
Todavia vi o “Pátio das Cantigas” e o “Canção de Lisboa”,
filme que encerra a trilogia light de remake de filmes históricos do cinema
português. É deste último que falarei daqui em diante…
Mais fraco do que o “Pátio das Cantigas” (para mim o melhor
dos três), o “Canção de Lisboa” é uma comédia que se vê bem, que nos permite
esquecer os problemas do dia-a-dia durante cerca de duas horas e ainda nos
mostra alguns locais interessantes da cidade de Lisboa. O argumento, não sendo riquíssimo,
não complica e, dentro da superficialidade, faz sentido e não foge totalmente
do original, embora faça adaptações como se fizeram no “Pátio das Cantigas”.
A história de um playboy que se arrasta eternamente pela
faculdade de medicina, mais preocupado em aulas de anatomia fora da sala de
aulas do que dentro dela arranca risos fáceis. O estilo engraçado, desprendido
e até algo destrambelhado de Vasco Leitão, interpretado por César Mourão, arranca
uma gargalhada fácil a quem vê o filme.
Porém, por detrás deste desapego pelas mulheres que lhe vão
passando pela cama numa base quase diária esconde o medo de se apaixonar por
alguém que lhe machuque o coração, um dos poucos órgãos do corpo humano que
Vasco Leitão aprendeu ser um músculo no curso de medicina que teima em não
terminar. Quem o vai fintar nesses intentos é Alice (Luana Martau). A actriz
brasileira interpreta a filha de José Cardoso (Miguel Guilherme) que foi para o
Brasil com a mãe e que mantém uma relação quase nula com o pai. Por hora da
campanha eleitoral para Primeiro-Ministro, Alice regressa a Portugal para
ajudar o pai a troco de uma compensação financeira e acaba por se apaixonar e deixar
apaixonado Vasco Leitão.
A partir desse reencontro a história do filme vai-se
desenrolando com o foco a ser o amor e desamor deste casal. Em jeito de comédia
romântica “meio sem jeito” como se diz na terra de Luana Martau, tudo acaba em
bem.

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