Os refugiados estão na ordem do dia. Vêm, na sua maioria, da Síria mas são iraquianos de religião muçulmana (fugiram do Iraque para a Síria para deixarem uma guerra para trás e agora tentam desviar-se de outra).
Perante este cenário, vaguear milhares de quilómetros até entrarem no espaço europeu foi a solução encontrada por famílias inteiras em busca de uma vida melhor no Velho Continente.
Esta onda migratória desencadeou uma outra onda, a da indignação. Países houve em que as recepções foram exemplos de solidariedade e compaixão (Alemanha) mas casos houve como a Hungria em que o ostracismo foi o modus-operandi.
Em Portugal, vejo muitas pessoas contestarem o facto de países ricos e muçulmanos como a Arábia Saudita, Bahrein, Kuwait ou Emirados Árabes Unidos não querem receber qualquer refugiado. Esta atitude justifica-se pela ligação estreita e estratégica a nível geo-político e financeiro com o Estado Islâmico.
Sermos um espaço de asilo para outrém como outros países foram para os portugueses em tempos idos - convém não ter memória curta - não me choca. A problemática é outra: mais importante do que receber alguém em nossa casa, é ter condições para o receber. Pergunto: Tem Portugal condições para oferecer uma vida digna a estes refugiados? Se sim, porque não a deu a tantos e tantos portugueses que desesperam por uma vida melhor?! Se não, não estaremos a "comprar" o problema intramuros num futuro não muito longínquo?
Não podemos ser xenófobos, racistas e preconceituosos, mas sem ser bacoco, o chauvinismo aqui terá de ser uma carta a ser deitada na mesa num baralho que parece difícil de resolver.

Caro Ingénuo (no sentido dado por Voltaire, claro!)
ReplyDeleteOs "refugiados" muçulmanos não vêm para a Europa. Vêm para a União Europeia. Também não. Vêm para os países poderosos da UE.
Os "refugiados" muçulmanos vão fazer toda a espécie de vigarice para poderem ficar o máximo de tempo possível na Alemanha e arredores.
Um refugiado que foge da guerra, foge para um país próximo que não tenha guerra para depois - quando a guerra terminar - poder regressar com mais facilidade - física e financeira - ao seu país onde tem os seus bens, sentimentos, laços familiares e raízes.
Os "refugiados" não são recebidos nos países muçulmanos porque estes têm interesse que eles integrem comunidades laicas, pois não sendo perseguidos (antes protegidos) facilmente vão islamizar a Europa. Se isso será real ou não (há quem diga que os líderes muçulmanos pensam que isso será mais fácil do que a realidade vai demonstrar) se verá. O tempo é o melhor juiz. Mesmo que muitos dos que agora estão a presenciar esta migração já cá não estejam para avaliar.
A Queda do Ocidente (tirando a tecnologia) parece-se cada vez mais com a Queda do Império Romano. Consideradas o topo da civilização humana no tempo devido ruíram como um baralho de cartas.
Quem facilitou a Queda do Império Romano? As hordas de migrantes dos povos bárbaros (assim lhes chamavam os Romanos por pensarem que eram intelectualmente e financeiramente inferiores) que só aparentemente se romanizaram mantendo-se culturalmente judeus, egípcios, gregos, germanos, vândalos, francos, iberos, etectera-e-tal.
A história está sempre a repetir.se, não em círculo mas em espiral. Sempre tecnologicamente mais à frente, mas sempre em sentido circular.
A Europa (tal como Roma) está em declínio porque atingiu um patamar de bem estar incompatível com evolução. Esta exige um esforço que não se justifica para quem se sente bem e protegido pelo Estado/UE. Tal como Roma, a Europa (europeus) quer é Pão e Circo. Tecnologicamente no final do século XX e início de XXI com outros nomes, mas idênticas funções.
Até breve
Alberto Miguéns