Sem que estivesse em agenda política, ultrapassando pela direita outros temas prementes, mormente o Orçamento de Estado que agora parece de su-menos.
Na verdade não compreendo esta atitude sôfrega sobre a necessidade imediata de se discutir a eutanásia, e logo com referendo.
Estamos a falar de um tema que remete para a consciência e valores de cada um, ou seja, é fundamental que o mesmo não seja atirado com esta ligeireza para a discussão pública; é necessário criar condições com maior substância para que o tema seja devidamente discutido. Assim, até se tomar uma decisão ou partir para um referendo, há um caminho fulcral a fazer.
Eu, por exemplo, não tenho uma opinião formada sobre a eutanásia e não quero ser obrigado a fazê-lo com "deadline" diante de um papel com uma questão e duas opções de resposta.
Já agora. Porquê a eutanásia agora quando não se conhece um único caso em que o doente terminal tenha solicitado a mesma como solução última?
Aliás, termino recordando que só há um caso conhecido na Europa desde sempre, o que permite tirar conclusões sobre a prioridade desta temática.

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